16 março 2006

Eu vou!


É já no próximo dia 2 de Junho que Roger Waters vem actual a Portugal no âmbito do festival de música "Rock in Rio".
Sendo um grande fã dos Pink Floyd (para mim ainda a melhor banda de todos os tempos) não posso deixar passar a oportunidade de ver o seu líder ao vivo. Grande parte das fabulosas letras dos Floyd foram escritas por Waters, se bem que na sua sua maioria interpretadas por David Gilmour.
Os Pink Floyd ficarão na história como uma das bandas mais invoadoras de sempre. São considerados a maior referência do rock psicadélico dos finais da década de '60 e inícios da de '70, tendo mais tarde conseguido unir esse estilo de música a um rock mais próximo do blues, formando um som inigualável e, por isso mesmo, belo.
Esse mesmo som tem atingido gerações, fazendo com que a música dos Pink Floyd não conheça barreiras e toque todos aqueles que a ouçam, quer o tenham feito nos anos '70, '80, '90 ou nos dias de hoje. É intemporal.
Também são frequentes as tentativas por parte de grupos mais novos em igualarem o som dos Floyd. No entanto, não se conseguem aproximar do brilho e da pureza da música composta pelo quarteto formado por Roger Waters, David Gilmour, Richard Wright e Nick Mason.
Álbuns como "Meddle" (1971), "The Dark Side of the Moon" (1973), "Wish You Were Here" (1975) e "The Wall" (1979) são marcantes para a história da música e do rock.
A banda desmembrou-se após "The Final Cut" (1981), tendo todos os elementos prosseguido carreiras a solo. Nessa altura se viu que era Roger Waters a alma do grupo, tendo conseguido editar 3 álbuns de boa qualidade, bastante próximos da marca "Pink Floyd". Os restantes não conseguiram tanto sucesso, e em 1987 juntaram-se de novo para lançar "A Momentary Lapse of reason". Waters não gostou de os ver gravar um álbum debaixo do nome "Pink Floyd" tendo processado os membros da banda. Esta situação levou a anos de tensão entre Gilmour, Wright e Mason com Waters. Roger acbou por desistir do processo, e o trio lançou ainda "Division Bell" em 1994, e a digressão mundial "Pulse" que os trouxe ao Estádio José Alvalade em Agosto de 1995, tendo esgotado os estádio em duas noites consecutivas. Feito inigualável.
A banda juntou-se no passado mês de julho para participar no "Live 8". Foi a priemeira vez que os quatro tocaram juntos em mais de 20 anos.
Waters veio a Portugal em 2001 no âmbito da "In the Flesh Tour", esgotando o Pavilhão Atlântico duas noites seguidas. Ele regressa agora para o "Rock in Rio", num dia que conta com as presenças de Jota Quest, Rui Veloso e Carlos Santana.
A actuação de Waters deverá incidir mais sobre a sua carreira a solo, mas não deverá passar por cime de músicas míticas dos Floyd, como "Wish you were here", "Hey You", "Comfortably Numb", "Time" entre outras.
Aliás, será provavelmente pela possibilidade de recordar essas músicas ao som de um dos membros originais dos Floyd, que muita gente irá ver o concerto de Roger Waters.
Eu vou!

Comentários

10 Comments:

At quinta-feira, março 16, 2006 11:51:00 da tarde, Blogger Rui Rocha said...

não havia aqui de permeio entre este e o seguinte um post sobre Bolonha?? lol... será que pedro romano, o defensor da liberdade de expressão (veja-se a questão dos cartunes), fez uso da bela da censura?? brincadeira, huh? não leves a mal, romano! ESCREVE MAIS, PÁ!!

 
At sábado, março 18, 2006 12:48:00 da manhã, Anonymous o responsável said...

O «defensor da liberdade de expressão» não censurou coisíssima nenhuma. Mas aconselhou a republicação do texto noutro local.

Em todo o caso, a censura seria admissível: um privado tem direito ao controlo daquilo que é proprietário. E o direito de poder escolher aquilo que quero ver (ou não) publicado no MEU espaço é similar ao direito de um jornal ou qualquer meio de CS de optar por uma determinada linha editorial em detrimento de outras. É a tal separação entre a esfera pública e privada de que o Tiago Mendes tanto falou. E com razão.

P.S.- Escrevo mais se quiser; e se puder. Neste estado, é difícil.

 
At sábado, março 18, 2006 8:46:00 da tarde, Blogger Alexandre Carvalho said...

Eu também lá vou! Vemo-nos por la amigo.

 
At quarta-feira, março 22, 2006 5:35:00 da tarde, Blogger Sílvio Mendes said...

Então que ganhe forma a ideia de uma jantarda ou almoçarada, porque também não faltarei.. ;)

 
At segunda-feira, maio 08, 2006 2:19:00 da manhã, Blogger lightningspirit said...

Epá, não quero aqui arranjar encrencas contigo nem com ninguém portanto não leves a mal o que te vou dizer... a verdade é que deste imensos erros no texto e lançaste histórias que parecem factos:
1ª - A maior parte das musicas não foi interpretada por Gilmour mas sim por Waters. A partir dos anos 90 é que Gilmour passou a liderar a banda.
2ª O Roger Waters não tem 3 cds a solo mas sim 8 ("Music from the body", "The Pro's and Cons of Hitchhiking", "When the wind blows", "Radio K.A.O.S", "The wall live in berlin", "amused to death", "In the flesh" e "flickering flame"). Eles seguem muito pouco a linha original dos Pink Floyd, sendo o estilo muito dificil de definir (mas ok, faz lembrar principalmente na construção dos albúns com background sounds e letras arrojadas).
3ª - Só Gilmour e Waters prosseguiram carreiras a solo que lhes valessem "qualquer coisinha", tendo Gilmour feito isso muito mais tarde que Waters. Wright foi despedido da banda durante as gravações de "the Wall" (a nossa opera rock) e nessa altura a banda não andava bem tanto de finanças como de consciências.
4ª - Waters não vai cantar o "Comfortably Numbs" porque...NÃO PODE!! Esta música é do Gilmour e não dele. As reproduções dos pink floyd ficaram distribuidas por eles os dois e acordadas em tribunal. Conta mais com que Waters cante a "Another Brick in the Wall" que é dele (aliás, o The wall em si é dele, tirando 3 musicas).
5ª - O Estilo dos Pink LFoyd não é Rock psicadélico (isso não existe) é Rock progressivo. Muitas evoluções deste tipo de musica vieram tirar ideias do jazz, do blues, dando ideia de atmosferas sonoras sobre a natureza humana e o quotidiano. Normalmente segue-se uma história base em cada albúm, elaborando-a ao máximo que se conseguir. Foi isso que os Pink Floyd fizeram.

Tenho uma banda rock progressivo onde tento encaixar ideias dos pink floyd e temos um som muito bom... além disso conheço muitas bandas dentro dessa linha que até ultrapassam o som (por vezes repetitivo) da efemeridade pink floydiana, por isso não é certo quando dizes que se fzeram péssimas imitações dos pink lfoyd (o waters não é um deus e o gilmour não é um profeta!) <-- foi este ponto que me irritou no teu texto :P
E atenção, eu adoro pink floyd sendo a minha banda favorita, mas os tempos mudam e com eles os sons evoluem melhorando os erros do passado. Sinceramente aconcelho-te a "visitar" sons de rock progressivo e psicadélico modernos. Vais adorar ;-).
De resto, espero que sigas em frente com o teu blog porque erros todos nós cometemos (não devemos é voltar a reproduzi-los).
Abraço e fica bem!
P.S. visita o meu se quiseres.

 
At terça-feira, maio 09, 2006 1:44:00 da tarde, Blogger Phillipe Vieira said...

xEm primeiro lugar devo pedir desculpa pelo atraso da minha resposta, mas desde que o blog foi "desactivado" deixei de aparecer por cá.

Agora, queria apenas responder ao lightningspirit:

1- Desde a saída do Syd Barrett que a banda ficou debaixo da responsabilidade do Waters. Os álbuns "A Saucerful of Secrets", "Meddle", "Dark Side...", "Wish You Were Here", "Animals", "The Wall", e "The Final Cut" são todos do período temporal em que os Floyd estiveram debaixo da alçada do Roger. Essa situação manifestou-se nas letras e músicas da banca. Ora, e apesar disso, não era o Roger quem cantava a maior parte das músicas. Se ouvires bem álbuns como o "Meddle" ou o "Dark Side..." e até o "Wish you Were Here" vais reparar que a grande porção das músicas são interpretadas pelo Gilmour e, nalguns casos mais pontuais, pelo Gilmour e pelo Wright. Apenas quando o Water ficou "possesso" pelo tem da guerra e da é que ele passou a cantar quase todo o reportório da banda, pois, e devemos concordar, a sua voz e postura mais agressiva enquadravam-se melhor às necessidades da música.

2- Quanto ao número de discos a sólo do Waters, eu referia-me a originais, e não a compilações e a banda sonoras, nem ao "The Wall- live in Berlin" porque esse álbum não é "só" dele, apesar de ele o ter interpretado sozinho, acompanhado pelos seus convidados. Quando eu digo que os álbuns estavam "bastante próximos da marca Pink Floyd", refiro-me à agressividade das letras e das músicas. Não pode ser negada essa brutalidade em álbuns como "The Final Cut" e no "Pros and Cons". O wright foi, de facto, despedido mas essencilamente por razões de ordem musical: ele já não servia os propósitos da banda. Mas fez as gravações para o álbum e a digressão.

3- Todos eles seguiram carreiras a sólo, e todos editaram discos e parece-me importante revelar isso, até para não se pensar que o Mason e o Wright não tinham abilidade para isso. E tens uma pequena incorrecção, pois o Gilmour lançou um CD a sólo pouco depois do "Widh you were here" chamado "David Gilmour". Ele foi, assim, o primeiro elemento do grupo a procurar, deliberadamente, editar um trabalho individual.

4- Não seis se "pode", mas o facto é que "canta". Já ouvi em várias ocasiões o Waters tocar a "Comfortably Numb", portanto não sei o que dizer.

5- Permite-me discordar de ti neste ponto. Quando os Floyd apareceram, a música "psicadélica" - chamada assim ndevido à utilização de luzes fortes, num tempo de iniciação ao consumo de LSD e de outras drogas, situação bem protagonizada por Syd Barrett - era a a música underground da altura e os Floyd eram a banda referência. Com o passar dos anos, e após a saída do Barrett, eles evoluíram para um outro estilo mais "progressivo" mas nunca negaram as suas origens "psicadélicas". Se tiveres dúvidas, ouve o "Piper at the Gates of Dawn" e o "A Saucerful of Secrets."

6 - Não me podes "forçar" a não ter uma opinião pessoal e a partilhá-la no blog. Para mim não há nem haverá nada com o som, as letras, a profundidade e a encenação como os Floyd. Podem existir boas bandas na cena actual a produzir boa música, mas não aceito nem concordo que possam ser tão boas como os Floyd. É uma opinião puramente pessoal, podes não concordar, mas é a minha e por muitas bandas novas que ouça, não a vou alterar.´

Se tiveres alguma dúvida em relação a alguns destes pontos aconselho-te o DVD "Pompeii", "The Rise and fall of Syd Barrett" e, especialmente, o livro "The Other Side" escrito pelo Nick Mason em que ele relata tudo isto.

Espero ter esclarecido qualquer coisa que não tenha ficado bem explícita no post.

Fica bem.

 
At quinta-feira, maio 11, 2006 7:42:00 da tarde, Blogger lightningspirit said...

Não me lembro de, no concerto que waters fez no pavilhão atlântico, ter tocado a comfortably numbs, eu sei que ele legalmente não o pode fazer (a não ser que pague uma boa fortuna aos detentores da obra - Mr. Gilmour)
Quando disse que a maior parte das músicas dos Pink Floyd foram cantadas por waters, obviamente que estava a apontar aquelas que foram realizadas após a saída de barret, como pensei que você estava a colocar o problema (uma vez que só falou no waters anteriormente, não havia lógica falar dos pink floyd antes dele).
Realmente desconheço trabalhos do wright. Do Gilmour conheço bem e, tem razão quando diz que foi o rpimeiro a actuar a solo, não me lembrei do primeiro dele.
Olhe que o wright não foi só despedido por razões de ordem musical, aliás assim não tinha lógica uma vez que ele continuou na banda todo este tempo - o que realmente aconteceu é que eles entraram em verdadeiro colapso financeiro na altura da gravação do "The wall", a banda tinha entrado em ruptura e o wright não quis continuar o projecto do "the wall", logo foi despedido, mas continuou a acompanhar a banda recebendo salário por isso.
Albúns de compilações do waters são só 3 - "o de berlim, o flickering flame, e in the flesh, todos os outros são origianis.
As pessoas naquela altura chamavam-lhes os detentores do rock psicadélico, mas isso não existia cientificamente, aliás, se quiser procurar referências a isso verá que encontra o que lhe estou a dizer - o rock progressivo existe desde os anos 70 (queen, genesis, pink floyd), porém tem vindo a mostrar uma evolução muito significativa.
Em relação a bandas actuais, não posso fazer nada uma vez que gostos são gostos, mas não as descrimine (como fez no seu post) porque elas são necessárias e têm a sua qualidade que será reconhecida algures no tempo.
De qualquer modo, penso que já entrámos em concenso, e isso é sempre bom :-)
Boa sorte com o blog e vá postando coisas sobre música que eu estarei atento e sempre a aprender!

 
At segunda-feira, maio 15, 2006 4:13:00 da tarde, Blogger Phillipe Vieira said...

Devo voltar a admitir a minha ignorância no ponto da Comfortably Numb. Sempre pensei que, como todo o álbum foi escrito pelo Waters - com o Gilmour em 3 músicas e penso que do Bob Elzin em "The Trial" - ele tinha ficado com direitos sobre todas elas. mas volto a dizer que já ouvi o Waters tocar a música a sólo...

o wright foi efectivamente despedido e passou a ser um mero trabalhador, e mal acabou a digressão "The Wall" ele "foi à vida dele".

Quanto a álbuns a sólo do Wright gosto muito do "Wet Dream" de 1978 - período Pink Floyd - e o posterior "Broken China" de 1996.

Do Mason nunca ouvi um álbum, mas já li críticas bastante boas de "Fictitious Sports " e que, e apesar de não ser ele a assinar, dizem que é bom.

depois de toda esta saudável discussão, fiquei com vontade de ouvir a tua banda. se puderes mandar um som, era porreiro.

fica bem,

 
At segunda-feira, maio 15, 2006 7:13:00 da tarde, Blogger lightningspirit said...

olá. Realmente aprende-se muito discutindo situações. Gostei bastante deste momento "pink floyidiano" lol
Vou ver se consigo ouvir o "broken china" porque já ouvi falarem muito bem dele...
Sim, irei ver se consigo enviar alguma musica nossa, nós gravamos numa box por isso não temos no pc... vou ver se consigo arranjar! ;)
abraço

 
At sábado, maio 15, 2010 1:00:00 da tarde, Blogger 日月神教-任我行 said...

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