13 fevereiro 2006

Vai-te embora, pá

Começa a ser demais. Agora, Freitas do Amaral veio dizer que «as agressões do Ocidente ao Oriente têm sido maiores que as agressões deles contra nós». Não satisfeito, acrescentou ainda: «Quem tem sido os maiores agressores nos últimos tempos somos nós... portanto eu acho que nos cabe a nós tomar a iniciativa».
E que tal se o Governo tomasse alguma iniciativa em relação a este gajo?

Comentários

12 Comments:

At segunda-feira, fevereiro 13, 2006 4:09:00 da tarde, Blogger Hélder Beja said...

Percebo a tua indignação mas penso, e acredito que tu também, que o ocidente tem estado longe de ter um comportamento exemplar. E aqui estou a ir para longe, bem longe do caso das caricaturas.

 
At segunda-feira, fevereiro 13, 2006 4:58:00 da tarde, Anonymous Antonio Vieira said...

Sr Beja quer apresentar alguns exemplos?

 
At segunda-feira, fevereiro 13, 2006 6:14:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Claro que as suas declarações têm sid muitas exageradas, o que só vem demonstrar a grave situação de instabilidade que se vive. tudo isso por causa de dez desenhos?

 
At segunda-feira, fevereiro 13, 2006 8:36:00 da tarde, Blogger Sofocleto said...

Freitas é realmente uma besta. E está a falar do passado. Porque se se referisse aos planos democratizadores do «ocidente» então tinha de ser internado à força:

De acordo com um antigo funcionário da CIA, Vince Cannistraro, a nova agenda de guerra de Rumsfeld inclui uma lista de dez países prioritários. A somar ao Irão, inclui a Síria, o Sudão, a Argélia, o Iémen e a Malásia. De acordo com uma notícia de 23 de Janeiro no Washington Post, o general Richard Myers, presidente dos Chefes dos Estados-Maiores, também tem uma lista daquilo que o Pentágono designa por 'alvos emergentes' para uma guerra preventiva, a qual inclui a Somália, o Iémen, a Indonésia e as Filipinas e a Geórgia, uma lista que ele enviou ao secretário Rumsfeld.

Embora a Geórgia possa agora ser considerada sob o controlo de facto da NATO ou dos Estados Unidos, desde a eleição de Saakashvili, os outros países são altamente sugestivos da agenda global americana para a nova Guerra à Tirania. Se juntarmos a Síria, o Sudão, a Argélia e a Malásia, à lista de Condi Rice, de Cuba, Bielorússia, Myanmar (Birmânia) e Zimbabwe, e à lista de Richard Myers com a Somália, o Iémen, a Indonésia e as Filipinas, temos 12 alvos potenciais para a desestabilização encapotada do Pentágono ou para a intervenção militar directa, cirúrgica ou mais ampla. E, é claro, a Coreia do Norte, que parece servir como um útil ponto de fricção permanente para justificar a presença militar americana nesta região estratégica entre a China e o Japão.

O que é flagrante é como esta lista de países 'alvos emergentes' dos Estados Unidos, 'postos avançados da tirania' coincide directamente com o objectivo estratégico da Administração pelo controlo global total da energia, o que é claramente o foco estratégico central da Administração Bush-Cheney.

 
At segunda-feira, fevereiro 13, 2006 8:49:00 da tarde, Blogger pedroromano said...

Sofocleto:

Cartoons, Freitas do Amaral, declarações, MNE...

 
At segunda-feira, fevereiro 13, 2006 9:05:00 da tarde, Blogger Filipe Alves said...

Concordo... o homem é uma sucessão de gaffes no cargo que é, por excelencia, extremamente sensivel.

 
At terça-feira, fevereiro 14, 2006 1:22:00 da manhã, Blogger Sofocleto said...

pedro romano:

Esse ar de intlectual negligé fica-lhe a matar.

«Cartoons, Freitas do Amaral, declarações, MNE...» choque de civilizações, extremistas, islamistas, radicais, terroristas, Osamas, muçulmanos, guerra ao terrorismo, Al-Zarqawis, sunitas...

 
At terça-feira, fevereiro 14, 2006 1:18:00 da tarde, Blogger Hélder Beja said...

Sr. Vieira, poderia dar-he inúmeros exemplos, e creio que o sabe tão bem como eu. Mas fico-me por este: a forma como foi tratado o "dossier" – porque para muitos não passa disso mesmo – Iraque. Não concorda? Também não lho peço nem imponho.
Não se trata de defender uns ou atacar outros. Apenas de tentar perceber os (muitos) erros de ambas as partes. Umas vezes naturais, porque humanos; outros nem sempre desculpáveis, porque demasiado graves.

 
At terça-feira, fevereiro 14, 2006 3:12:00 da tarde, Blogger Filipe Alves said...

Creio que o único grande erro cometido no "dossier Iraque" foi o facto de se ter subestimado a capacidade dos terroristas. 150 mil marines não são suficientes para controlar um país naquela situação. Se os EUA tivessem enveredado por uma ocupação a "sério" (como foi feito na Alemanha e no Japão há sessenta anos), muitos problemas teriam sido evitados. De qualquer modo, a verdade é que o Iraque está a caminhar no bom sentido. Pouco a pouco, é verdade, mas ainda assim no bom sentido.

 
At terça-feira, fevereiro 14, 2006 4:19:00 da tarde, Blogger pedroromano said...

Discordo completamente, Hélder. Pelo contrário, penso que o Ocidente tem tido um comportamento exemplar.
Quando as Twin Towers foram abaixo, o que se ouviu por cá? Apelos à calma. «Eles não são todos assim». Chirac, Blair, etc. Quando Londres e Madrid foram atacados, qual foi a reacção? Mais uma vez: «vamos ter calma; eles não são todos assim; não podemos discriminar». O inenarrável Boaventura Sousa Santos até trouxe à baila... as Cruzadas.

E do lado de lá? Uns cartoons bastaram para queimar, destruir e, nalguns casos, matar. Países - como a Síria e o Afeganistão - a financiar terroristas, a promover atentados. A Autoridade Palestiniana a mamar na torneia da CE (muitos, muitos milhões... que muitas vezes acabavam a servir de subsídios às famílias dos suicidas). O Irão a dizer que Israel deve ser riscado do mapa. Os imãs a dizerem que todo o mundo islâmico se deve unir para destruir a França e a Dinamarca.

Não gosto de visões maniqueístas mas neste caso as situações não são comparáveis. E mesmo a questão do Iraque não é tão linear como possa parecer. Repara que as «nossas» forças militares têm preocupação com baixas civis (ainda que o sucesso não seja absoluto...), estão neste momento a tentar implementar uma democracia, punem situações vergonhosas como a tortura de que alguns prisioneiros eram alvo, etc.
Sinceramente não percebo onde está o comportamento reprovável do Ocidente. De facto, acho que tolerámos que chegasse. Por exemplo, um Arafat, ou os pregadores fundamentalistas que fazem propaganda terrorista nas mesquitas inglesas ou francesas. Tudo sob a capa do «multiculturalismo»...

 
At terça-feira, fevereiro 14, 2006 4:56:00 da tarde, Blogger Hélder Beja said...

Não vejo em que é que tudo o que dizes justifica a invasão do Iraque nos moldes em que ocorreu. Mas percebo que as tuas não são as minhas tomadas de posição e ainda bem que assim é: diferentes opiniões, diferentes convicções.
Só uma achega: que não restem dúvidas quanto à intolerância e arrogância de alguns países do "lado de lá"; não coloco isso em causa, nunca.
Abraço.

 
At quarta-feira, fevereiro 15, 2006 4:11:00 da tarde, Blogger Filipe Alves said...

Hélder, para que serve a soberania? Para permitir a ditadores oprimirem os seus povos e ameaçarem o resto do mundo durante mais de 35 anos, como fez Saddam? Deve ser um valor sagrado? Parece-me que o "erro" na questão iraquiana não consistiu na decisão de derrubar Saddam, mas no método utilizado para o alcançar. Se quiseram enveredar pela via militar, deviam ter "tomates" para fazer as coisas como devia ser.

 

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