08 fevereiro 2006

Dizer isto também é bom senso

Diogo Freitas do Amaral nunca deixará de ser o menino exemplar do salazarismo e o discípulo dilecto de Marcelo. Perante a histeria muçulmana, que é um acto político de intimidação do Ocidente, escolheu a subserviência. Este "súbdito", como ele um dia a si mesmo se descreveu, não hesitou em condenar as caricaturas dinamarquesas (que não passam de um pretexto), porque ofendem a "sensibilidade religiosa" do Islão e porque incitam a "uma inaceitável guerra de religiões". Como se a "rua" que se manifesta, se manifestasse espontâneamente com conhecimento de causa e como se quem incita à "guerra de religiões" não fosse o próprio Islão. Freitas finge que não vê o carácter deliberado e fabricado de um "movimento", que chegou ao mundo inteiro em pouco mais de uma semana, e colabora em paz de espírito com os piores fanáticos. Nem desprezo merece.
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Vasco Pulido Valente, n'O Espectro.

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