26 janeiro 2006

Chamados a formar Governo


Da direita para a esquerda: primeiro-ministro, ministro da Economia, ministro da Administração Interna, ministro dos Negócios Estrangeiros e ministro das Finanças. O novo Executivo, composto exclusivamente por membros do Hamas, já prometeu abertura ao diálogo.

Comentários

6 Comments:

At sexta-feira, janeiro 27, 2006 2:59:00 da manhã, Anonymous The Studio said...

Antigo discurso: É preciso deixar claro que apenas uma ínfima percentagem dos palestinianos apoia os terroristas do Hamas.

Facto: Os terroristas vencem as eleições com maioria absoluta.

Novo discurso: A culpa destes resultados eleitorais é do George Bush.

 
At sexta-feira, janeiro 27, 2006 1:30:00 da tarde, Blogger Bruno JSM said...

1ª conclusão: cai por terra o mito que Israel invocava quando negociava com Yasser Arafat. Que só cedia se ele (yasser) fizesse com que o Hamas parasse com os atentados, pois eles bem sabiam que ele (yasser) era quem os controlava.

Vamos ver se eles deixam a luta armada. O que acredito que façam quando se depararem com a dificuldade de governarem se continuarem de armas em punho. A fome e demais dificuldades dos Palestinianos não lhes vai dar outra hipotese.

 
At sexta-feira, janeiro 27, 2006 2:58:00 da tarde, Blogger Hugo Monteiro said...

Um governo verdadeiramente explosivo e extremamente instável.
Agora a sério: eles estão doidos? Pagar uma pensão à familia de um bombista de escalão baixo por morte no trabalho é uma coisa, mas já viram quanto ganha um ministro? A Segurança Social deles vai rebentar primeiro que a nossa!

PS: Esta situação é tão grave que se torna cómica...

 
At sexta-feira, janeiro 27, 2006 5:36:00 da tarde, Blogger Filipe Alves said...

Penso que a vitória do Hamas é um facto positivo. E por várias razões: primeiro, porque põe termo ao governo corrupto da OLP (Fatah) e aos esquemas obscuros de décadas. Segundo, porque é um "presente envenenado" para o Hamas, que confrontado com o dia a dia da governação (e com o beco sem saída a que conduz o terrorismo contra Israel) terá de, mais tarde ou mais cedo, moderar o discurso e optar pelo diálogo. Creio que é apenas uma questão de tempo até os terroristas e extremistas de ontem se transformarem nos políticos mais ou menos responsáveis de amanhã.

 
At sexta-feira, janeiro 27, 2006 5:48:00 da tarde, Blogger pedroromano said...

Curiosamente, ainda que não de forma tão positiva, também sou dessa opinião, Filipe. Por razões um pouco diferentes, mas logo à noite talvez poste qualquer coisa sobre isso ;)

 
At sexta-feira, janeiro 27, 2006 8:05:00 da tarde, Blogger Filipe Alves said...

Fico então à espera do teu post:) Eu cá acho que o Hamas não se pode dar ao luxo de enveredar por uma política como a do Irão, por exemplo. Vão precisar do apoio ocidental e não têm força para enfrentar Israel. E depois é muito fácil ser extremista quando não se governa um país. A governação pode trazê-los à "realidade" e forçá-los ao pragmatismo, além de que um Hamas responsável e pragmático pode absorver e moderar os elementos radicais de uma forma que a OLP nunca conseguiria. A não ser, claro, que surja uma cisão dentro do movimento ou que prefiram enveredar por uma via suicidária... nunca se sabe!

 

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