19 dezembro 2005

Resumo do fim de semana

Manuel Alegre rejeita ser um Presidente corta-fitas. Para ele, as funções do mais alto representante da Nação não se devem esgotar em meras cerimónias formais: é importante que um candidato tenha a hombridade de usar os seus poderes em situações limite, como é o caso da privatização das águas ou a continuidade do João Carlos Malato como apresentador da RTP1.
Já Jerónimo de Sousa revelou ontem a sua faceta religiosa, ao falar de um tal de S. Jerónimo, que ajuda os pobres.
Entretanto, Daniel Oliveira deu lições de democracia no programa «O eixo do mal» ao afirmar que na questão da pena de morte o povo não deve ser soberano. Aliás, nem o povo nem o Estado. Em boa verdade, a pena de morte deve ser abolida simplesmente... porque sim. Como parto do princípio de que a sua opção não se funda num qualquer sistema ético universal (até porque, como ele certamente diria, os valores são todos «relativos», uma «construção social»), sou levado a pensar que o cronista do «Expresso» seguiu os passos de Jerónimo, abraçando, num momento de iluminação, a causa divina. E, como Deus não legisla, passará a ser Daniel Oliveira a Sua voz na Terra - fazendo as vezes de profeta e colmatando assim uma grave lacuna no seu partido, que possuía já um diácono mas clamava ainda por um representante legítimo do Senhor.

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