22 novembro 2005

Zero a zero

Mais necessitado que sequioso de vitórias, o holandês preteriu a qualidade (ainda que intermitente) de um Geovanni em favor da anarquização de um meio campo onde pontificavam estranhos ao sector, enquanto estendia pelas alas defensivas sujeitos mais habituados a outras zonas, quiçá bem mais centrais, do terreno de jogo. A capitania perdeu o Norte e a tripulação cambaleou, com o arqueiro que ainda há pouco matou dois tordos pela equipa de caça nacional (contra a longínqua Cróacia) a fazer uso de flechas embotadas cujas trajectórias são presa fácil para a mais leve das ventanias. O outro, o dos dezoito milhões, puxa, agarra, corre, foge e atropela - marcar é que não marca, e já são muitos jogos sem marcar (se hoje não quebrou jejum não foi por falta de oportunidades mas por falta de talento). Com 5 pontos não há matemática, álgebra ou geometria que hipoteque qualificação, mas acreditar que «isto» chega para vencer britânicos é como acreditar no Vale e Azevedo.

Comentários

1 Comments:

At quarta-feira, novembro 23, 2005 2:50:00 da tarde, Blogger Phillipe Vieira said...

ai romano, o nosso slb só nos dá dores de cabeça...

de facto, jogar com 9 defesas é pedir o pontinho ou para perder por poucos.

isto é muito pouco mas ainda assim, pode dar para passar devido à fraqueza geral do grupo. só espero que passem para encher 1 pouco mais os cofres, porque não conto com uma qualificação para os quartos

 

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