24 novembro 2005

O direito à diferença

Via Falta de Tempo descobri este artigo de Carlos Alberto Montaner, no «El Independent». Aqui ficam alguns excertos.
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«Temos tendência para ver o Irão como um país pobre e atrasado do Terceiro mundo - e isto é um erro. Trata-se de uma Nação enorme, maior que a França, Inglaterra e Itália combinadas, com 68 milhões de habitantes e uma produção diária de quatro milhões de barris de petróleo, o que lhe permite acumular uma grande quantidade de reservas e tornar a sua balança económica muito favorável. Possui também uma grande quantidade de técnicos e cientistas formados em Universidades ocidentais e tem ao seu alcance armas nucleares, tarefa em que se tem empenhado abertamente, ignorando os apelos da comunidade internacional».
«O Presidente Ahmadinejad, com uma desfaçatez que devemos agradecer, dado que assim ficamos sem dúvidas acerca das suas reais intenções, declarou duas coisas. A primeira é que «Israel deve ser riscado do mapa». A segunda é que «o mundo deve dar-se conta de que Israel não é o único objectivo do Irão - é apenas o primeiro». Algo que não ignoram os argentinos que em 1994 sofreram um brutal atentado em Buenos Aires, quando iranianos destruiram com uma poderosa bomba o edifício da «Asociación Mutual Israelita», e o que sofrem todos os dias os habitantes de Israel, árabes e judeus, com os atentados perpretrados por assassinos suicídas financiados, entre outras capitais, a partir de Teerão».
«O assunto é muito claro: ante os nossos olhos uma daquelas nefastas personagens que inevitavelmente conduzem a humanidade ao matadouro vai destilando o seu ódio. É um fanático convencido de que está destinado a mudar a história do mundo e tem na sua memória a remota grandeza da Pérsia». «Defende uma causa sagrada (e o restabelecimento planetário da supremacia do Islão) e mobiliza os recursos para perseguir os seus planos violentamente. Só lhe falta mesmo um rídiculo bigodinho debaixo do nariz».
«Não é difícil prever o que a médio prazo pode acontecer no Médio-Oriente. Um Irão dotado de armas nucleares (...) capaz de levar os mísseis a praticamente todas as grandes cidades da área, protegido por um exército de milhões de soldados, tratará de conquistar o seu «espaço vital» mediante a intimidação dos vizinhos, como um passo prévio com o intento de destruir Israel».
«Tampouco é difícil prever o resultado final: o Irão não conseguirá atingir o objectivo final mas a destruição deixada por esse conflito será infinitamente maior do que provocada pela II Guerra Mundial»
E, no final: «E, sobretudo, é hora de actuar».

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