21 novembro 2005

Ele já desconfiava

No livro «Portugueses IX» Sampaio confidencia que, quando se lhe colocou o dilema de optar entre optou a dissolução da Assembleia da República e a manutenção do mesmo Governo, ainda que liderado por novo primeiro-ministro, escolheu a segunda alternativa «não sem que antes tivesse manifestado à maioria parlamentar as maiores reservas relativamente à solução concreta [nome do primeiro-ministro] que me foi apresentada».
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Já imagino a próxima intervenção de Santana Lopes na SIC Notícias... «Se os mandatos de Jorge Sampaio podem ser considerados positivos? Olhe, eu acho que sim, mas ele pelo menos teve mais de 3 meses para mostrar o que valia, sabe como é, comigo foi tudo diferente, ninguém me respeitou, se me tivessem dado tempo iam ver o que é bom, a sorte é que eu vou andar por aí, de mim não se safam, vou andar por aí, se tivesse sido eu a dissolver a Assembleia era logo um ignorante, um fanfarrão, como foi o Sampaio está tudo bem, é um safado, esse Sampaio, eu só gostava de perguntar às pessoas se tivesse sido comigo, como reagiriam, estas coisas são muito complicadas, quando se é jovem, promissor e trabalhador e se tem um futuro radiante pela frente...»

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