18 novembro 2005

Aproveitar a onda

No «Le Figaro» diz-se* isto:
«Arabic language forums have pounced on of the crisis in the suburbs. "Islamo-nauts" from all over the world, who take part in forums on such sites as tajdeed.net, alsaha.com and alfirdaous.net, have been denouncing the "crusader police forces" and "France, land of the infidel" that fights against the "mujahidin", "zionized", "vile" "France the enemy of Muslims", "colonization".»
«The teargas grenade that was fired into a Clichy-sous-Bois mosque during the night of 30 to 31 October is given prominence as allegedly demonstrating that Muslims are indeed under attack.»
«Anne Giudicelli, who is the director of Terrorisc, a consulting firm, and the author of La Caillera , (published by Jacques Bertoin), worries about these exchanges: "It starts with an explanation that France's Muslims are being attacked, then that they must be defended, and finally that the Muslim world must mobilize for this. Will the next phase be to definitely conclude that France has become a land of jihad?" »
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Já era de esperar que organizações extremistas e potencialmente terroristas tentassem capitalizar em seu favor os acontecimentos que estão a ter lugar em França. Não é difícil. Os jovens, que não têm referências, destroem escolas e queimam carros; primeiro, diz-se-lhes que o fazem porque a França os oprime; depois, diz-se-lhes que têm uma forma de lutar contra ela. Não é difícil ver o fim da estória: a criançada segue o pregador e abraça a crença, que permite, ao menos, pertencer a alguma coisa de que valha a pena fazer parte, ainda que apenas nas suas mentes delirantes (ler também o que foi escrito aqui).
Entretanto, o primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, afirmou hoje que a ameaça terrorista nunca foi tão perigosa em França.
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*Via Elise

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