21 outubro 2005

Temos Candidato. Teremos Presidente?

É oficial. O Professor Aníbal Cavaco Silva apresentou ontem à noite a sua candidatura à Presidência da República. Será o representante de toda a direita portuguesa se bem que, como o próprio referiu, se encontre actualmente desvinculado do seu partido, e por isso mesmo completamente imune a pressões.
Que Cavaco representa o candidato mais coerente e capaz, penso que unânime. Foi o chefe do único governo (em 30 anos de III República) que governou de forma estável e segura, cumprindo os seus mandatos. É também um reputado professor de Economia, astuto e perspicaz, sendo considerado por grande parte da população como o único homem capaz de dar a volta à situação em que o país se encontra.
Cavaco Silva está (na minha opinião) a gerir esta candidatura há dez anos. Desde o dia em que perdeu para Sampaio, que o ex- primeiro-ministro está a pensar em Belém. A forma como geriu a sua imagem, as poucas entrevistas dadas, o desaparecimento da cena política e partidária, e, acima de tudo, o regresso às funções que anteriormente desempenhara: professor académico.Com este regresso às aulas em 1996, Cavaco demonstrou que não necessitava da política para sobreviver, sendo hoje este um ponto muito interessante.
Hoje em dia muito se discute à volta dos “políticos profissionais”, que são na sua maioria indivíduos que se apegaram de tal modo ao cargo político que não o conseguem deixar. No Mundo Socialista temos muitos casos deste tipo sendo o actual candidato (fortemente) apoiado pelo PS às Presidenciais, um crasso exemplo.
Começam aqui as distinções entre os dois. Continuam noutros parâmetros, mas neste momento não me interessa divulgá-las. Até porque já o fiz em anterior post neste blog (“Duelo de Titãs”) e porque outros têm-no feito bem melhor do que eu. O que a mim me interessa é falar do Professor.
Não tenho problemas de maior em declarar neste espaço o meu apoio a Cavaco Silva. Cavaco já deu mostras de ser um homem íntegro, capaz, e acima de tudo competente. E, hoje em dia, aquilo que az falta no nosso país e nas instâncias governativas é alguém que alie a competência à lucidez, e que não tenha receio de aplicar as medidas que acha mais justas sem se sujeitar a pressões externas, a apegos partidários e a crises de consciência, como aquela que Sampaio teve quando dissolveu a Assembleia no ano passado.
Cavaco é um homem respeitador da estabilidade governativa e, portanto, é ridículo afirmar-se que o voto nele é um voto em prol da instabilidade governamental. Cavaco saberá respeitar o raio de acção do governo e contribuirá para o trabalho de desenvolvimento e recuperação económico-social.
A meu ver o voto mais inteligente é o voto em Cavaco Silva, por tudo aquilo que deixei anteriormente explícito. Quem não concordar tem toda a liberdade em se opor. Mas será que alguém o conseguirá fazer? Será que alguém conseguirá desenvolver um pensamento coerente e responsável contra a candidatura do Professor? Acho muito difícil…

Comentários

1 Comments:

At sexta-feira, outubro 21, 2005 11:10:00 da manhã, Blogger Rui Rocha said...

o xô mário soares parece-me estar meio senil, enquanto que cavaco ainda parece estar capaz de fazer mais do bom que fez enquanto primeiro-ministro. apesar de muito fraco no que toca a campanhas, cavaco ganhará! és fixe

 

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