24 outubro 2005

Poder & Influência

Sexta-feira, dia 21 de Outubro, 17:04. O Insurgente recomenda o blog O Bom Senso. Nada de prosa trabalhada ou grande criação literária, apenas uma hiperligação encimada pelo garrafal «Leitura recomendada». Visito. Leio. Releio. Comento e acabo por colocar nas hiperligações d'O Número Primo. Um bom blog, sem dúvida. Mas há um antes e um depois, que o Counter Statistics não deixa passar em claro. Antes desta citação, a média de visitas diárias era 35; no dia em causa, o número de visitas ascendeu a 449.
N'O Citadino faz-se o paralelo entre as opiniões de José Pacheco Pereira e João Pereira Coutinho. Dois pensadores que leio com enorme prazer mas cujas opiniões neste caso não poderiam estar mais afastadas. Nada que me espante - mas é interessante o facto de ter tomado conhecimento desta divergência através de um blog1. É uma espécie de serviço público - ou jornalismo cívico, nas palavras de Dan Gillmor - a que posso ter acesso mesmo não comprando o Público e o Expresso.
Não que a influência dos blogs mais conceituados apenas se me tenha revelado nesta situação - as famosas «Micro-causas» são cada vez mais um factor de pressão e de informação (J. Manuel Fernandes do «Público» que o diga...) - mas os números - no primeiro caso - e a utilidade - do segundo - são impressionantes. E por isso cada vez mais me fascino com os blogs. O contraditório a que muitos dos meios de comunicação vulgares não dão lugar; as perspectivas diferentes; o debate - que se processa a um ritmo quase alucinante - e o esgrimir de argumentos e ideias; as regras democráticas - as ideias contam mais que uma cátedra ou uma coluna num jornal; as utilíssimas hiperligações, as citações. Esta lista podia alongar-se com centenas e centenas de outros exemplos - mas citá-los a todos é moroso e redundante. Uma coisa contudo, é inelutável: a blogosfera está a tornar-se, definitivamente, mais influente, útil e actual.
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1. Simpatizo mais com a opinião de J.P. Coutinho - que me parece de longe mais sensata e ponderada. Não vejo Pacheco Pereira como mais um dos arautos da «histeria colectiva» - até porque é uma pessoa normalmente bastante ponderada - mas neste ponto acho que ficou francamente mal na fotografia.

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