28 abril 2005

Vida na primeira pessoa

O povo português sempre teve gostos muito peculiares. Certamente que pouco mais se poderia esperar duma Nação que nasceu de um caso sério de violência caseira (D. Afonso Henriques, macho latino e de créditos firmados, tinha por hábito exercitar os punhos no nariz da própria mãe) mas, quando pensávamos que já era suficientemente vexatório sermos conhecidos como o povo das mulheres feias, baixas, gordas e de bigode (que, coitadas, a partir dos 80 anos, já não recebem beijos de ninguém - a não ser talvez do Paulo Portas em tempo de campanha), quando já nos sentíamos mais que humilhados pela distinta figura que nos representa lá por fora (não, não me refiro a Mourinho - o visado é mesmo Durão Barroso), eis que nos apercebemos de algo em que ainda não tínhamos reparado: os portugueses gostam de ver pessoas a fazer figuras tristes. Só assim se explica que programas como "A Quinta das Celebridades", "Big Brother Famosos" e os jogos do F.C.Porto tenham as assistências que têm.
Contudo, e numa era em que os valores morais estão em decadência, também "O Número Primo" acedeu em dar uns pontapés na ética e publicar os segredos das figuras mais proeminentes da vida social portuguesa. O nosso objectivo é simples: ter acesso aos diários de várias figuras públicas e aqui reproduzir as passagens mais interessantes.
---------------
Diário de Luís Campos:
22 de Março, 18:00
"Querido diário, como é bom estar de férias... afinal de contas, desde que fui despedido do Beira-Mar que tenho tido pouco para fazer... isto da mensagem não passar é mesmo uma chatice! Tenho que chamar aquele tradutor... como é que ele se chama? É isso, Mourinho (a propósito, já disse que ele e eu temos a mesma escola?)! É que, dado os problemas que tenho tido para passar a mensagem nos meus últimos sete clubes, o problema só pode ser mesmo da língua! Mas pronto, uma pessoa vai-se habituando a estes tempos mortos... Até comecei a jogar um jogo muito maluco, o Championship Manager 5! Por falar nisso, vou jogar um pouquinho agora (apetece-me começar um campeonato novo com o Real Madrid). Até já!"
22 de Março, 18:34
"Merda! Desci de divisão!"
---------------
Diário de José Couceiro:
7 de Fevereiro, 19:10
"Ufa, estou estafado, hoje o treino foi a valer! A malta joga mesmo que se farta, como é que ainda há pessoas a dizer que Diego não é criativo?! Então ele arranja um milhão de formas diferentes das jogadas não levarem a lado nenhum! E o Areias também dá um jeito do caraças, hoje faltaram bonecos para fazer de barreira e ele predispôs-se logo! Claro que a sua prestação como barreira não foi surpresa para mim, eu já sabia que ele era capaz de desempenhar bem essa função - é que eu tenho visto os seus últimos jogos. Só não gostei quando o Baía criticou o Fabuloso por se ir embora a meio do treino (algo em que ele é muito bom, basta ver a forma como ele desaparece a meio dos jogos); eu, para manter a disciplina, disse-lhe logo: "Vítor, olha que no próximo jogo ponho-te o banco a aquecer o rabo!" Ele não se preocupou muito, disse que o César Peixoto já fazia isso muito bem. Enfim, vou descansar um pouco. Devia ir dar mimo à minha mulher, mas ela agora anda com tretas de dizer que eu não tenho pujança sexual. É uma opinião, mas se ela perguntasse aos meus jogadores..."
---------------
Diário de José Peseiro:
11 de Janeiro, 13:15
"Estou desiludido, se calhar não sou o novo Mourinho. Hoje fizemos treino de conjunto e as coisas não correram nada bem... Pus duas a equipa a defrontarem-se, uma com 8 jogadores e outra com 14 - esta estava em desvantagem porque tinha o Hugo - e não houve golos! Já chateado com o andar da coisa, aproximei-me do Liedson para lhe dar conselhos e, ainda antes que eu lhe tocasse, ele atirou-se para o chão a pedir falta. Pensei que fosse um ataque epiléptico e pedi ao Ricardo que trouxesse uma jarra com água mas ele não conseguiu - a jarra escorregou-lhe trinta e sete vezes das mãos; segundo ele, as primeiras vinte vezes foram culpa do vento, as seguintes dez foram culpa da jarra que estava molhada e as últimas sete só aconteceram porque sofreu falta quando a ia a segurar. Mas, como estava mesmo decidido a ver alguns golos, ordenei à equipa que tenciono pôr a titular no domingo que jogasse contra uma equipa de bonecos de palha - esta sem guarda redes (futebol de onze contra onze). Três minutos depois o Pedro Barbosa vem ter comigo, choroso, e diz: "lamento Mister, mas perdemos 2-0, o Pinilla falhou um penalty, o Sá Pinto foi expulso e o Niculae lesionou-se a fazer pé-duro com um dos bonecos". Enfim, decidi suspender o treino e já ia mandar toda a gente para casa quando o Rochemback se abeira de mim e, sem mais nem menos, diz: "vai tomar no cu". Pensei instaurar-lhe um processo disciplinar mas logo ele me disse que não estava a falar para mim mas sim para o Pedro Barbosa (só estranhei o facto do Barbosa, nesse momento, estar já no balneário, mas enfim)."
11 de Janeiro, 13:17
"Quase que me esquecia de dizer: não digam a ninguém, porque só vai ser noticiado no final do ano, mas o Beto vai para o Real Madrid!"
---------------
Diário de Santana Lopes
21 de Abril, 13:40
"Querido diário, acabei de acordar, estou mesmo cansado... Não me devia ter deitado tão tarde mas pronto, valeu a pena, aquela loira era mesmo fenomenal. E assim já posso ir chatear o Paulo Portas: ele pode ter um submarino mas eu arranjei cá um "avião"... E daí, talvez seja melhor não; é que ele pode sempre gozar-me por eu ser a única pessoa do mundo que usa o mesmo penteado do Luís Campos. Mas eu não devia estar para aqui a divertir-me quando fui o primeiro Primeiro-Ministro com maioria absoluta a ser demitido. Confesso que ainda não percebi porquê: disseram que eu era incompetente mas a verdade é que, para um país deprimido como Portugal, eu era a pessoa ideal, afinal de contas pus toda a gente a rir às gargalhadas com as minhas trapalhadas. Mas pronto, já passou. E o mais importante é olhar para a frente e perceber que o futuro do meu partido foi decidido há pouco tempo, com a eleição do novo Secretário-Geral. E, tenho que o dizer, não entendo como é que elegeram um homem que nem sequer consegue chegar ao microfone para falar - definitivamente não tem estatura (sem aspas...) para Primeiro-Ministro! Cheguei a ler o seu programa e devo dizer que não ficava tão mal disposto desde que o Carlos tirou o véu da Camilla no seu casamento. E não é que ele nem sequer fez referência aos casamentos homossexuais!?"
---------------
Diário de Moisés Martins
12 de Janeiro; 20:53
"As minhas aulas estão cada vez mais interessantes. É óptimo ter alunos simpáticos como aquele Alberto Teixeira, que me dá sempre um aperto de mão ao entrar na sala de aula, e é excelente saber que os alunos estão cada vez mais interessados e participativos (pelo menos a prof. Madalena pôs no seu relatório que "os alunos nunca se calam"). Eu é que começo a pensar se não estarei a ficar com um problema ocular... é que às vezes fecho os olhos quando começo a divagar e depois, quando os abro, não consigo ver metade dos alunos que antes pensava estarem presentes - é como se tivessem desaparecido. O que é mais incrível é que os nomes dos desaparecidos aparecem na folha de presenças. Oxalá isto melhore!
---------------
P.S. Ia deixar as coisas por aqui - até porque o Post já vai longo - mas hoje aconteceu algo que não posso deixar passar em claro. É verdade, Pinilla facturou. É bonito, sem dúvida, especialmente por duas razões: finalmente ficámos a saber como é que ele festeja golos, e em segundo lugar porque ele trazia uma t-shirt por debaixo da camisola a dedicar o golo à família. Mas será que o chileno vestiu a dita t-shirt em todos os jogos em que já participou? É que vocês já imaginaram o gozo que devia ser no balneário leonino quando os jogadores lagartos viam Pinilla, antes dos jogos, a vestir a t-shirt com a firme esperança de vir a marcar? Já agora, gostaria de citar o comentador da RTP1, aquando do golo do avançado: "pensávamos que era algo para lá das capacidades de Pinilla..."

22 abril 2005

Prémios 2004/5

Na sequência daquilo que tem vindo a ser feito por vários órgãos da Comunicação social, nomeadamente jornais, revistas, televisões e a TVI, também "O Número Primo" decidiu galardoar aqueles que mais se distinguiram no panorama nacional.
A escolha, previsivelmente polémica e controversa, foi efectuada com base numa votação, na qual participou a Redacção de "O Número Primo", a sua Direcção, o seu Presidente-executivo e o Presidente do seu Conselho de Administração (este último com direito de veto), e reporta-se aos meses de Outubro, Novembro, Dezembro (ano de 2004), Janeiro, Fevereiro e Março (ano de 2005).
Passemos, então, sem mais demoras, aos vencedores:
-------
Prémio Melhor Cena de Acção: Aula de Métodos de Investigação (dia 18 de Abril de 2005); as aulas de Métodos, normalmente monocórdicas e passivas, foram sacudidas por um assomo de violência do professor "João" (razões de segurança impedem-nos de revelar o seu verdadeiro nome, mas fiquem desde já a saber que ele "não se sente na obrigação de falar mais alto"), que deu um estrepitoso murro na mesa. A passiva figura arrebatou também o galardão "mão mais vermelha e dorida da sala de aula", um prémio menor.
-------
Prémio Melhor Comédia: Cláudio Pitbull; ficou muito à frente do segundo e último concorrente (Francisco Louçã e Tricky) devido às exibições que patenteou desde que chegou ao Dragão. Claro que é prejudicado por não jogar na sua posição preferida... Enfim, perdeu-se um bom apanha-bolas e não se ganhou um jogador.
-------
Prémio Melhor Musical: Monique Mendes; é verdade que aquela gritaria não é música para os ouvidos de ninguém, mas dado que o seu concorrente era João Loureiro, ex-vocalista dos Ban...
-------
Prémio Melhores Efeitos Especiais: F.C. Porto; pelo fantástico trabalho que o seu staff tem tido em tentar fazer Couceiro parecer um treinador de futebol a sério.
-------
Prémio Melhor Actor: Luís Campos; muito boa a forma como ele conseguiu dizer, durante a sua última conferência de imprensa ao serviço do Beira-Mar, "estou muito orgulhoso do meu trajecto". É que ele falou com uma cara tão séria que nós quase acreditámos!
-------
Prémio Melhor Actriz: Ana Paula Fonseca; actua tão bem que nós às vezes até ficamos a pensar que o B.E. se calhar é mesmo um partido a sério...
-------
Prémio Revelação: Merceneide Surimara; finalmente conhecemos a grande obreira das vitórias do F.C.Porto durante os últimos vinte anos. Jacinto Paixão bem o disse: "esta brasileira é fogo!"
-------
Prémio Carreira: Professor Moisés Martins; grande responsável pela longa carreira académica (muitos anos na U.M., leia-se) que alguns estudantes são obrigados a fazer se quiserem completar a cadeira de Semiótica.

20 abril 2005

Fumo branco

E houve, porventura mais cedo do que alguns esperariam, fumo branco.
O sucessor de João Paulo II acenou ao povo, sorriu e levantou os braços.
Mas não convenceu.
Confesso que, neste assunto em particular, não sou a pessoa mais indicada para me pronunciar - não sou católico, nem sequer cristão, e as minhas ligações com a religião resumem-se a uma presença fugaz em casamentos e baptismos. E mesmo estes têm vindo a escassear.
Mas a sucessão do Papa não é um assunto exclusivamente cristão. A Igreja católica, que hoje em dia guia espiritualmente mais de 1500 milhões de pessoas, é uma força aglutinadora cuja cujo líder influenciará obrigatoriamente todo o mundo. Hoje, para mais neste mundo globalizado, uma alteração nunca é local - ela é sempre (ou quase sempre) mundial. Principalmente quando falamos na Eleição de um Papa.
E terá sido Ratzinger o nome mais feliz?
Nesta questão, considero que a Igreja, como Instituição que é, tem o direito de se reger pelos seus próprios princípios. O que quero dizer com isto é que ela, e apenas ela, deve ser responsável pelas escolhas que faz e posições que defende: aborto, casamentos homossexuais, uso de contraceptivos. E, claro, a escolha do Bispo de Roma. Alguns poderão dizer que numa sociedade em mudança, é dever da Igreja adaptar-se a ela.
Respeito.
Mas não concordo. Pelo menos, não completamente.
Será legítimo, pelo Comunismo ter morto dezenas de milhões de pessoas, pedir ao Bloco de Esquerda que se desvie da sua ideologia? Obviamente que não.
Será legítimo, por estarmos numa altura "pós-romântica" do futebol (em que o resultado é mais valorizado que nunca), pedir a treinadores como Rijkard que abandonem a sua concepção de jogo? Claro que não.
A Igreja, desde que não ultrapasse os seus domínios, terá sempre legitimidade para defender os valores que achar mais correctos de acordo com a doutrina que professa. E o mesmo vale para o seu Papa.
Mas, mesmo deixados de parte estes aspectos, seria ele o Papa que a Igreja precisava?
Dizem que é uma das grandes mentes da Igreja.
Dizem que tem um percurso brilhante.
Dizem que em termos intelectuais não deve nada a qualquer outro cardeal.
A Igreja é uma Instituição singular. Não movimenta forças com base na racionalidade. Não une milhões à volta de uma tese de Teologia nem entusiasma pessoas com uma dissertação sobre o papel da Igreja no novo mundo.
A Igreja cresce pela emoção.
E João Paulo II foi o espelho dessa faceta mais emotiva da Religião. Raras vezes o ouvimos falar sobre a evangelização de novos povos. Nunca ele foi elogiado pela forma astuta como mantinha contactos com importantes líderes mundiais de forma a gerir os seus interesses (sim, apesar do laicismo a Igreja tem influência política) da melhor forma.
O que vimos foi milhões a chorar quando ele morreu. Foi pessoas a lembrar o sorriso, os gestos e o afecto que ele sempre dispensou. Foi a mensagem de paz que ele deixou.
A isto, Ratzinger dificilmente poderá almejar.
Ele não é o sucessor de João Paulo II.
Poderá com ele partilhar os pontos de vista sobre muitas questões, poderá ter sido ele (como já ouvi dizer) a redigir muitos dos seus escritos, e assim tornar-se um alvo fácil das organizações renovadoras, mas isso é algo que nunca poderá contrabalançar com o sorriso e o afecto do falecido Papa polaco.
Mas não terá o benefício da dúvida?

19 abril 2005

Onde está o Campeão Europeu?

Há um ano atrás, o F.C. Porto liderava confortavelmente a tabela classificativa, seguia em frente na Taça de Portugal e estava a algumas semanas de se sagrar Campeão Europeu.
Hoje, e apenas um ano passado, arrasta-se moribundo pelo 5º lugar da SuperLiga, expia os pecados que o afastaram da Liga dos Campeões e lambe as feridas da eliminação prematura daTaça de Portugal - "houve Taça", disse-se na altura, mas a verdade é que as coisas não acontecem por acaso.
E o que aconteceu, então, à equipa que deslumbrou a Europa na época transacta?
As saídas, disseram uns.
Os negócios de bastidores, acorreram outros.
O Presidente, retorquiram outros entredentes.
Talvez um pouco de tudo. Mas o que verdadeiramente preparou o cenário para esta época desastrosa foi, paradoxalmente, uma vitória inesperada na Liga dos Campeões. Estranho? Talvez. Acertado? Sem dúvida.
Vejamos porquê.
Como todos sabemos, não é normal uma equipa da 2ª divisão europeia (clubes que não participem nas Ligas Alemã, Ingles, Italiana e Espanhola) conseguir, sequer, chegar à final da Liga dos Campeões. Por um lado, é bom para o clube - o dinheiro, a valorização dos jogadores, e especialmente o prestígio são ganhos inalienáveis. Por outro lado, é mau - é sinónimo de que alguém vai sair. Estes "incómodos", chamemo-lhes assim, logicamente não se fariam sentir num Manchester United, num Real Madrid ou num Bayern de Munique. Mas quem é o jogador que, no seu perfeito juízo e depois de ter jogado uma final europeia, tem a mínima vontade de passar o ano seguinte a jogar em campos vazios, lamaçentos, mal tratados e muitas vezes com uma irritante melodia de fundo (como é o caso do "Bailinho da Madeira" no Estádio Engenheiro Rui Alves)? Nenhum, obviamente. O jogador que foi Campeão Nacional e Europeu num clube português, está destinado a mais altos voos, quer por motivos de ordem económica, quer pela perspectiva de maiores desafios, uma vez que, cá dentro de portas, pouco mais há a saborear.
Muitos criticaram Pinto da Costa por ter vendido uma equipa campeã.
Mas o mal não foi a venda de uma equipa campeã - o mal foi foi a compra de jogadores de qualidade dúbia e sentido profissional questionável.
Os jogadores queriam sair, o que fazer? Prendê-los? Deixar que entrassem numa espiral de más exibições por falta de motivação e com isso hipotecar uma possível venda? O negócio de Ricardo Carvalho foi fantástico - 30 milhões de Euros por um defesa é coisa nunca vista em Portugal. O de Paulo Ferreira foi ainda melhor, dado que o clube das Antas recebeu 20 milhões por um jogador que, apesar de muito bom, não é nenhum fora-de-série. E o próprio Deco foi de grande proveito para os cofres portistas, ao garantir um encaixe de 3 milhões de contos (moeda antiga) e ainda a vinda do craque Quaresma. Julgo até que a venda de Maniche não seria de todo descabida - um jogador que fez aquele fantástico europeu podia ser vendido por soma recorde. Agora, é vê-lo desmotivado, cansado e de cabeça perdida a arrastar o traseiro pelos relvados e a desperdiçar o seu enorme talento (capacidade de passe longo e curto invulgar, grande sentido de desmarcação e uma fantástica dinâmica, capaz de pôr em movimento um meio-campo amorfo).
Pinto da Costa fez o que tinha a fazer - vendeu. E vendeu bem.
O problema foi na altura de contratar. Diego revelou-se um flop tremendo. Postiga, uma donzela ofendida incapaz de marcar seja o que for. Fabiano, um retardado que a única coisa de fabuloso que tem é mesmo o salário, e muitos outros, como Areias (coitado, ainda deve estar para perceber que é que deu ao clube para o contratar), Leandro, etc.
No final de época, deveria ter sido assumido um corte com o passado. Uma renovação de balneário, dado que mantê-lo seria impossível. Isso não aconteceu. Pinto da Costa tentou sossegar os adeptos atirando-lhes areia para os olhos e apregoando aos quatro ventos que "apenas saíram 3 titulares..."
Desaproveitou assim uma fantástica oportunidade para, de bolsos cheios e com um enorme capital de confiança, tentar criar uma nova equipa, uma base a crescer com o trabalho de um treinador bem escolhido (outro dos seus erros) e capaz de, a curto e médio prazo, dar alegrias aos seus adeptos.
Não o fez.
E os resultados estão à vista.

Eu, carismático e herdeiro de Mourinho, apresento o meu blog

Este blog, espero eu, será um espaço descomprometido onde poderei dar opiniões, partilhar ideias, fazer umas quantas piadas e falar sobre os Números Primos. E, porque a originalidade é para mim um valor fundamental, neste blog não verão notícias copiadas de sites informativos ou graçolas plagiadas de outros blogs - um blog deve ser, acima de tudo, um espaço personalizado.
Quanto aos comentários (que espero ver em grande escala), reservo-me o direito de os retirar quando estes não se enquadrarem no espírito do blog, ou seja, quando não forem de encontro à minha visão das coisas (é importante reconhecer que, neste espaço, qual José Peseiro no balneário do Sporting, eu reino só e monocordicamente).
No que à morfologia do blog diz respeito, encontramos, na barra à direita, duas rubricas: o "Momento Del Neri da semana", onde poderei dar a conhecer as mais fantásticas e hilariantes piadas (a origem do nome permanecerá obscura durante algum tempo), e "Números Primos na ribalta", um espaço consagrado ao alargamento de horizontes do leitor, no que ao fascinante mundo dos Números Primos diz respeito.
Por último, gostaria de dizer que este blog apenas permanecerá no ar enquanto as ideias não me faltarem. O que, considerando a existência de figuras tão sublimes como Luís Campos e o Passivo (mais tarde o seu verdadeiro nome será revelado...), é, no mínimo, muito improvável, pelo que o tema de reflexão deste blog estará assegurado durante, pelos meus cálculos, aproximadamente duas décadas.
Resta-me, finalmente, agradecer às pessoas que se deram ao trabalho de vir até este espaço recém-nascido e prometer-lhes que, ainda esta semana, um primeiro Post surgirá para animar "Os Números Primos".